“Antes do início de atividades com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais – 23 de fevereiro é nosso concerto de estreia – rejo em Jacksonville a ópera “Così fan tutte”, de Mozart, uma das obras-primas mais reveladoras jamais escritas.
Musicalmente falando, “Così” traz algo genial a cada compasso. A sequência do primeiro ato que se inicia com o Quinteto indo até o Terceto é algo que, mesmo sabendo que veio de Mozart, me emociona toda vez que estudo e dirijo essa bela ópera. É de extrema simplicidade, mas tremenda emoção: define a genialidade de Mozart em toda a sua essência.
Outra obra que atualmente estudo com grande entusiasmo é uma peça de Samuel Barber (cujo centenário celebramos em 2010) para soprano e orquestra chamada “Knoxville: Verão de 1915”, baseada em texto de James Agee.
Barber é certamente um dos maiores compositores americanos e alguém que merece mais espaço no calendário das orquestras brasileiras. Fico contente em poder introduzir na programação 2010 da Filarmônica de Minas Gerais várias obras deste magnífico compositor."
Gravações sugeridas por Fabio Mechetti
“Cosi fan tutte”: "Ainda prefiro a velha gravação de Karl Böhm e a Philarmonia Orchestra, com alguns dos maiores intérpretes mozartianos de todos os tempos: Elizabeth Schwarzkopf, Christa Ludwig e Walter Berry.
Ouça um trecho desta gravação no YouTube
“Knoxville: Verão de 1915” com Leontyne Price, New Philarmonia Orchestra e Thomas Schippers regendo.
Ouça um trecho desta gravação no YouTube




Comentários
Quando teremos um Cosi Fab Tutte com a Filarmonica de Minas Gerais?