VivaMúsica!

Tuesday
Feb 07th

7 de fevereiro 2012

TAM

 

Destaques do Roteiro Clássico Rio e São Paulo

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CD Villa-Lobos Superstar

Grupos Pau-Brasil, Ensemble SP e Renato Bráz lançam CD-tributo a Villa-Lobos. SÁBADO, em SP.

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Palestra sobre Shostakovich

Compositor russo é tema de palestra de Luiz Paulo Sampaio. SÁBADO, no Rio.

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"Magdalena", de Villa, em SP

Opereta de Villa-Lobos nos 90 Anos da Semana de Arte Modena. DIA 15 FEVEREIRO, em SP.

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Ópera de Guarnieri & Mário

"Pedro Malazarte", ópera de Camargo Guarnieri e Mário de Andrade, em SP. Estreia 16 FEVEREIRO.

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Osesp inicia concertos

Frank Shipway rege concertos populares que abrem o 2012 da Osesp. DIA 24 FEVEREIRO, em SP.

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Caio Pagano toca pela "Semana"

Pianista toca na programação "90 Anos da Semana de Arte Moderna". DIA 26 FEVEREIRO, em SP.

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Programação completa Rio de Janeiro e São Paulo


Por mais que você goste de suas gravações de música clássica e aprecie ouvir programações na internet ou no rádio, nada se compara a assistir a um espetáculo ao vivo.

É importante contextualizar o ambiente do concerto, para, então, compreender (e aceitar!) as regras de comportamento em um hall sinfônico, sala de música de câmara ou teatro de ópera. Elas também valem para locais que recebem eventos musicais, como igrejas e auditórios.

Existe uma etiqueta dos concertos - "concertiqueta" seria um bom neologismo - a ser seguida, de forma a você e todos no local aproveitarem ao máximo a performance ao vivo dos músicos.


A importância do silêncio

Devido à dinâmica própria da música clássica, é comum a alternância de volumes altos (fortíssimo) e baixos (pianíssimo).

Ou seja, para apreciar ao máximo a arte musical, é importante manter o silêncio. Se não, você perde uma parte significativa da beleza da coisa e os músicos perdem a concentração necessária.

É cada vez mais difícil manter o silêncio em salas de concerto. Aos tradicionais pigarros, tosses e papéis de bala, somaram-se os famigerados telefones celulares.

Tem sido lamentavelmente comum ouvir mais de um celular tocar durante concertos. Pior é quando o infeliz espectador resolve atender.

Quanto a comentários com amigos, melhor fazê-los na hora do intervalo ou esperar entre uma peça e outra, quando o som das palmas quebra o silêncio da sala.


As palmas e a importância de pegar o programa

A maior parte das obras da música clássica tem mais de uma parte (movimento). Concertos usualmente são divididos em três partes, sinfonias em quatro, e assim vai. Ou seja, quando a execução musical termina não necessariamente a música terminou. Pode ser apenas o final de uma parte.

Em concertos, aplaude-se somente ao final da execução de todas as partes da música. Para tal, é necessário saber quantas partes tem cada obra executada.

Como os intérpretes não avisam isso, o programa do espetáculo torna-se muito importante, pois traz o nome das músicas e todas suas partes. O programa costuma ser vendido ou distribuído gratuitamente.

Quem começa a frequentar concertos às vezes aplaude fora da hora por achar que a música terminou. Não há problema em aplaudir, apenas não é esse o costume. Equivale a você ir a um restaurante e pedir a conta ao mesmo tempo em que pede os pratos. É estranho, mas não é o fim do mundo.

Há frequentadores assiduos que se incomodam com as palmas fora de hora e manifestam sua insatisfação. Poucos têm a sensibilidade de identificar palmas fora de hora com a bem-vinda (e esperadíssima!) chegada de novas platéias.

Se você aplaudir por engano ou por ter se emocionado com a obra, não se preocupe. Fique a vontade e sinta-se sempre bem-vindo(a) nas salas de concerto. Muitos regentes e intérpretes não se incomodam com palmas fora de hora. O violinista alemão David Garrett, por exemplo, já disse que adora aplausos após os movimentos.

Importante mencionar que, na ópera, aplaude-se, sem qualquer problema, no meio da encenação, após uma performance relevante dos cantores. O mesmo acontece em balés. Cantores e bailarinos adoram receber a reação positiva do público no calor do momento.


O intervalo e os contatos sociais

Praticamente todos os concertos de música clássica têm intervalos. Este é o momento para você fazer comentários, esticar as pernas, tomar um café, ver e ser visto(a).

Concertos são eventos sociais iguaizinhos a idas ao cinema, ao teatro ou a exposições. É um programa onde você encontra pessoas de sensibilidade especial, pois a música clássica requer mesmo um ouvido sensível.

Aqui no Brasil, ainda não são comuns eventos do tipo "um drink depois" ou "um drink antes", organizados pela própria entidade que apresenta o concerto. Mas há quem ofereça palestras antes do concerto, o que acaba abrindo oportunidades para ampliar o leque de contatos.

 


Especiais - Especiais VivaMúsica!
VivaMúsica! na MEC: só até 5/2
Publicado em 01/02/2012

O boletim "VivaMúsica! e o mundo dos clássicos", transmitido diariamente pela rádio MEC FM do Rio de Janeiro desde julho de 2010, vai sair do ar. O último boletim será veiculado domingo, 5 de fevereiro.

"Foram dezoito meses de reflexões diárias sobre o mercado de música clássica, relacionando-o com o ambiente digital, novas tecnologias e novas possibilidades de comunicação com plateias", diz Heloisa Fischer, fundadora de VIVAMÚSICA!, produtora e apresentadora do programa.

Antes das reflexões sobre o mundo dos clássicos, Heloisa  usava seu espaço na MEC para destacar a agenda de concertos do Rio. O formato antigo permaneceu no ar por seis anos.

"Foi ótimo estar na MEC nesses quase oito anos, mas as demandas atuais de VIVAMÚSICA! têm se avolumado e minha disponibilidade para criar e produzir o boletim ficou comprometida", acrescenta a jornalista e radialista. "A emissora compreendeu a questão e aceitou meu pedido de desligamento", arremata.

A maior parte dos boletins está arquivada em http://pensandoclassicos.podomatic.com.

Heloisa Fischer permanece no ar na rádio CBN, em rede nacional, com boletim "VivaMúsica!" transmitido ao vivo às terças e quintas-feiras, 16h10.

A MEC FM é a única emissora do Rio exclusivamente dedicada à música clássica. Ainda que o boletim assinado por Heloisa saia do ar em 5 de fevereiro, VIVAMÚSICA! continuará presente na programação da MEC, por meio de chamadas veiculadas nos intervalos entre músicas.

 

 

 

Outras capitais - Destaques
Fevereiro em Salvador, Porto Alegre e Vitória
Publicado em 06/02/2012

Porto Alegre (RS)
Na capital gaúcha, há somente um recital previsto para o mês de fevereiro, pois as demais instituições musicais seguem em recesso.

Dia 1º, o pianista Paulo Meirelles faz recital no foyer do Theatro São Pedro. O repertório traz as sonatas Op. 2 N. 3 e  Op.53 "Waldstein", de Beethoven. O evento faz parte da série “Musical Petropar” e tem entrada gratuita.



Salvador (BA)
Em Salvador, o mês do carnaval ainda encontra o circuito clássico de férias. Há uma única exceção.

Dia 10, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) e a Orquestra Rumpilezz (orquestra de percussão e sopros criada por Letieres Leite) fazem concerto, no Teatro Castro Alves. O evento dá início às comemorações dos 30 anos da OSBA.

Sob a regência de Carlos Prazeres (OSBA) e Letieres Leite (Rumpilezz), são executadas obras de Wagner, Prokofiev, Villa-Lobos, Lorenzo Fernândez e do próprio fundador da Rumpilezz.



Vitória (ES)
A capital do Espírito Santo tem música clássica no calendário da folia.

Dia 16, a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo faz concerto temático no Teatro Carlos Gomes: todo repertório diz respeito a obras que tratam do carnaval.

Sob  regência de Helder Trefzger e participação do trompetista Pedro Mota, a orquestra apresenta “Abertura carnaval romano”, de Berlioz; “O carnaval de Veneza”, de Arban; “Huapango”, de Moncayo; “Mambo”, de Bernstein e “Sinfonietta seconda (Carnevale)” de Ernani Aguiar.
 

 

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O jovem músico israelense Avi Avital toca bandolim e acaba de ser contratado pela gravadora alemã Deustche Grammophon, o mais tradiconal selo de clássicos do mundo. Sinal de que o instrumento ganha o prestígio que merece!