VivaMúsica!

Wednesday
Feb 08th

8 de fevereiro 2012

TAM

 

Destaques do Roteiro Clássico Rio e São Paulo

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CD Villa-Lobos Superstar

Grupos Pau-Brasil, Ensemble SP e Renato Bráz lançam CD-tributo a Villa-Lobos. SÁBADO, em SP.

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Palestra sobre Shostakovich

Compositor russo é tema de palestra de Luiz Paulo Sampaio. SÁBADO, no Rio.

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"Magdalena", de Villa, em SP

Opereta de Villa-Lobos nos 90 Anos da Semana de Arte Modena. DIA 15 FEVEREIRO, em SP.

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Ópera de Guarnieri & Mário

"Pedro Malazarte", ópera de Camargo Guarnieri e Mário de Andrade, em SP. Estreia 16 FEVEREIRO.

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Osesp inicia concertos

Frank Shipway rege concertos populares que abrem o 2012 da Osesp. DIA 24 FEVEREIRO, em SP.

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Caio Pagano toca pela "Semana"

Pianista toca na programação "90 Anos da Semana de Arte Moderna". DIA 26 FEVEREIRO, em SP.

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Programação completa Rio de Janeiro e São Paulo


 

O escritor Affonso Romano de Sant'anna guarda belas e vívidas memórias do período em que integrou o Madrigal Renascentista, grupo dirigido por Isaac Karabtchesvky no final dos anos 1950. Esta e outras lembranças musicais foram repassadas em entrevista exclusiva. Affonso Romano de Sant´anna recebeu VIVAMÚSICA! em sua cobertura com vista para o mar de Ipanema, no Rio de Janeiro.

Como a música clássica chegou na sua vida?
Venho de uma família protestante e, entre os protestantes, música é algo muito comum e marcante. Menino, eu já cantava Beethoven – o hino “Castelo forte é nosso Deus” – e ouvia Bach no órgão. Ter cantado no coro da igreja me fez, mais tarde, cantar no Madrigal Renascentista no tempo de Isaac Karabtchevsky. Meu registro vocal é baixo. Além da formação protestante, houve o fator rádio. Eu morava em Juiz de Fora (MG) e, no início da década de 1950, o rádio era uma espécie de TV Globo de hoje. Eram seis irmãos e cada um tinha seus programas preferidos. Eu gostava de ouvir a Rádio MEC do Rio de Janeiro. Há uma série de músicas que entraram pra minha vida assim. Moro no Rio e sigo ouvindo a MEC FM todos os dias. Acordo às 7h e ligo imediatamente o rádio. Uma das marcas bonitas de minha adolescência foi ter lido “Jean Christoph”, o romance do francês Romain Rolland em dez volumes que ganhou Prêmio Nobel no princípio do século 20. Jean Christoph é um compositor. Rolland funde neste personagem aspectos da biografia de Beethoven e de Michelangelo que havia escrito anteriormente. As histórias giram em torno de sua luta e seu processo de criação. A obra é considerada um “romance de formação”. No meu caso, foi mesmo muito marcante. Ajudou a organizar os sentimentos em relação à arte e à vida. Reencontrei há pouco tempo os livros em um sebo e comprei tudo outra vez.

Sempre quis tocar violão, mas as primeiras investidas foram muito dificultosas. Resolvi parar e seguir com o coro, cantando de ouvido, uma relação totalmente amadorística. Na adolescência, me empolguei com ópera. Fazia parte de um grupo que ouvia ópera o tempo todo. Víamos filmes como “O Grande Caruso”, com Mario Lanza. Cantávamos em um coro organizado pela mãe do artista plástico Carlos Barcher, havia música clássica no repertório. Em certo momento, tive a ambição de ser cantor. Lembro da minha emoção adolescente de ter assistido, no Teatro Central de Juiz de Fora, óperas como “Fausto” e  “O trovador” com cantores do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, como o tenor Alfredo Colosimo. Aquilo me deixou mais empolgado. Alguns dos meus colegas da época foram cantar, mais tarde, no coro do Municipal, no coro.

Quando você começou a se interessar por música, estar distante de um grande centro como Rio de Janeiro ou São Paulo fazia muita diferença. A tecnologia e a globalização atenuaram a sensação de “isolamento artístico”?
A tecnologia facilita muita coisa, mas se a pessoa não tiver uma inquietação pessoal, de nada adianta. Pelos meus 18, 19 anos, eu tinha uma seção diária no jornal chamada “Resumo das Artes”. Eu escrevia sobre balé, teatro, cinema...em uma cidade que não tinha nem balé, nem teatro, nem cinema. Mas tinha a vontade de ter. Meu irmão conhecia e freqüentava a Cultura Artística do Rio de Janeiro. Eu ouvia esse nome, “Cultura Artística”, imaginava todos aqueles concertos marvilhosos. Cismei, então, de fazer uma Cultura Artística em Juiz de Fora. Procurei uma das pessoas mais sofisticadas da cidade e disse a ele: “Precisamos fazer aqui uma Cultura artística, trazer os pianistas, os compositores”. Ele foi direto na resposta. “Mas em Juiz de Fora não há sequer um bom piano para concerto!”. Eu caí na real e nada aconteceu. Se o indivíduo hoje, esteja ele em Campo Grande, Crato, Cochabamba ou em Madagascar, se tem dentro dele certas inquietações, vai acabar conseguindo realizar.

Como foi a experiência como cantor do Madrigal Renascentista?
Participei do Madrigal Renascentista no final dos anos 1950, durante três anos, com Isaac Karabtchevsky, em Belo Horizonte. Foi a experiência mais linda poderia ter me acontecido naquele momento. Eu estudava Letras de manhã e trabalhava em banco de tarde. O Madrigal já era considerado o melhor coro brasileiro do gênero. Já tinha feito sua primeira turnê pela Europa e provocado crítica muito importante. Volta e meia, saíamos em turnês internacionais: Argentina, Chile, depois houve uma aos Estados Unidos, mas eu não participei. O coro costumava ser convocado pelo presidente Juscelino Kubitschek, que era mineiro e gostava muito de música – a cantora Maria Lúcia Godoy era uma de suas artistas favoritas. Toda vez que ele recebia em Brasília um visitante ilustre, convocava o Madrigal. Íamos de avião, ficávamos lá dois ou três dias. Com o coro, eu cantei para vários presidentes da república, como o general Eisenhower, presidente dos EUA na época. Fui umas dez ou doze vezes cantar em Brasília durante o período da construção da cidade. Uma das experiências mais gloriosas foi ter cantado “Missa da coroação”, de Mozart, na inauguração de Brasília. Isaac regeu o Madrigal, que foi acrescido de outro coro para dar mais volume. Até hoje, ouço essa música com maior carinho, como se estivéssemos em 1960, ali, naquela praça, Juscelino entrando acompanhado por João Goulart e aquela multidão. Era uma efervescência histórica muito bonita. O período com o Madrigal Renascentista foi importante para minhas atividades de poeta e escritor. Observar o trabalho que Isaac fazia, sobretudo durante os ensaios, ver um outro artista trabalhando o objeto artístico. Éramos um coro de 26 amadores e tínhamos ensaio todas as noites, sábados inclusive. Domingo não havia ensaio, mas também nos encontrávamos. Era como uma família.

E você chegou a gravar com o Madrigal?
O Madrigal gravou só dois discos nesta fase inicial com Isaac Karabtchevsky. Um antes que eu chegasse e um outro, do qual participei. Foi uma gravação heróica e estapafúrdia. Entramos no estúdio em São Paulo às 10h da manhã e gravamos todo o repertório até às 16h. Não havia o requinte que se tem hoje, de vários microfones, vários canais, fazer, refazer...Volta e meia, quando encontro Isaac, ele lamenta não ter gravado mais, porque aquele coro tinha uma sonoridade excelente. Cantamos no Theatro Municipal do Rio, de São Paulo, cantamos no Brasil inteiro. Foi uma experiência magnífica.

Qual impacto da música no seu fazer artístico?
Ouço música o tempo todo. Quando não estou ouvindo música, sinto algo faltando. É como a leitura. Tenho que ler, senão começa a me faltar ar. Estando no exterior, tenho que entrar em uma livraria e folhear alguma coisa. Com música também é assim. Marina (a escritora Marina Colassanti, sua esposa) e eu passamos uns dias de férias em Roma. Íamos andando e, de repente, demos de cara com um concerto que começaria naquele instante no Circo Massimo. Um pianista de 18 anos, da província, tocaria Liszt, Haydn e Beethoven. Eu preciso de música normalmente. Tenho até alguns textos onde coloco isto de forma clara. Tem um poema, por exemplo, onde eu falo do “Concerto para violino”, de Mendelssohn. Eu trabalhava no escritório e este concerto começou a tocar no rádio. Alguém me chamou e tive de sair para atender. Deixei o concerto soando sozinho, para meus livros, minhas canetas, as folhas em branco... E, quando voltei, eu tive a sensação de que os livros, as canetas, o computador, todos os objetos estavam emocionadíssimos de terem ouvido por mim o concerto, sobretudo aquele adágio. A música tem, então, uma relação tanto na presença quanto na ausência.

Você escreve com música ou no silêncio?
Quando escrevo, um certo silêncio é necessário. Estou convencido de que a minha relação com a música é muito semelhante à minha relação com a natureza, no sentido que a natureza é harmônica. Sei que esta é uma questão complicada e alguns músicos vêem isto de maneira diferente. É a relação da harmonia com a natureza que me faz gostar sobretudo da música barroca e da música clássica. A dissonância tem um certo charme, teoricamente, para pesquisa e estudo, mas ela cria uma dissonância anímica e dissonância eu já tenho na vida o tempo todo. A música me leva para uma conjunção e não para uma disjunção.

Tenho enfrentando esta questão sobretudo nas artes plásticas. O último livro de ensaios que publiquei se chama “O enigma vazio, um estudo sobre o impacto das artes plásticas no século 20”. Muito do que está ali serve para a música, só não me aventurei por uma série de razões. O século 20 já acabou, alguns não descobriram isto. A vanguarda e as propostas do princípio do século foram fascinantes e são fascinantes, mas se transformaram em algo datado, histórico. Se ficarmos repetindo coisas ditas há 100 anos sem questionamento, estaremos em uma posição conservadora. A melhor maneira de ser contestador é contestar os contestadores do seu tempo. Quando você apóia os contestadores, sobretudo de ontem, você está sendo um elemento conservador. Estive recentemente em Paris e, no Louvre, estava programado um curso de Pierre Boulez. sobre música contemporânea. Fiquei pasmo: a ementa era mais velha do que a Sé de Braga. Ele falava coisa com mais de cem anos, que para mim não podem ser um catecismo novo. Apologia da fragmentação, do acaso, aleatório – isto é uma visão quântica da realidade de 1910. A teoria quântica que fascinou o século 20 e que influenciou uma série de posturas na estética. Isso tem de ser revisto de alguma maneira. Não podemos ter uma vulgata da ciência e aplicar isto diretamente à arte, há umas questões que são muito particulares. Um dos problemas das vanguardas do século 20 – eu participei delas e conheço por dentro – é misturar conceito estético com partido político, com religião, com seita. Não existe diálogo.

Alguma experiência musical recente que tenha emocionado especialmente?
O filme japonês “A Partida” me emocionou muiuto. Um violoncelista tem que mudar de cidade, pois a orquestra onde toca é dissolvida por questões financeiras. Ele encontra emprego em uma funerária: seu trabalho passa a ser preparar o corpo dos mortos. O filme é maravilhoso e tem muita música. O “Wiegenlied” (“Canção de ninar”), de Brahms, é usado de maneira fascinante. Uma emoção histórica foi quando morei na França, em 1982. A cerimônia de posse do presidente Miterrand incluía ele uma visita ao mausoléu de dois socialistas do princípio do século 20. Quando ele saiu de lá, foi executado o coro da “Sinfonia N. 9”, de Beethoven. A cena foi tão forte que até hoje me emociono ao lembrar.

Um sonho de consumo musical ainda por realizar?
Gostaria de assistir à temporada de ópera ou concertos em Verona, na Itália. E também assistir ao festival Wagner em Bayreuth, na Alemanha. Enquanto isto não ocorre, tenho assistido ao Festival do Vale do Café, nas fazendas históricas do Vale do Paraíba, no Rio de Janeiro. É uma iniciativa muito importante, organizada pelo violonista Turíbio Santos e pela harpista Cristina Braga. Aliás, eu já me apresentei várias vezes com o Turíbio. Uma das vezes foi no lançamento do livro “O lado esquerdo do meu peito”, que lancei em 1992, no Museu Villa-Lobos. Ele tocava música e eu falava poemas.

Que palavra melhor simboliza sua relação com a música?
Quando penso em música, penso em essência. No que há de mais essencial, de mais vital, de mais simples e purificado. Na literatura, a palavra é um objeto meio impuro. A palavra que está solta por aí, que está no dicionário e todos usam, ela tem de se transformar em outra coisa. Já a música é mais intacta.

De que forma a ligação com a música está presente na métrica da sua poesia?
Meu primeiro livro, nos anos 1960, chamava-se “Canto e palavra”. A idéia de “canto” era essencial. Na época, havia uma discussão sobre a poesia ser uma experiência verbal ou emocional. O livro tentava juntar as duas coisas, mostrar que você pode ser ao mesmo tempo Vinícius de Moraes e João Cabral de Melo Neto. Na verdade, as coisas não são antípodas. No meu processo de fazer poético, estão muito presentes versos esparsos, o Negro Spiritual americano. Alguns de meus poemas têm a fatura de uma sinfonia: o primeiro movimento é de uma maneira; segundo movimento, de outra; depois, um terceiro movimento...e assim vai. O poema “Que país é este?” é longo, tem várias técnicas, várias métricas, vários ritmos ao mesmo tempo. Acho que, musicalmente, na hora da composição, tenho muito a ver com Villa-Lobos. Uma de suas grandes virtudes foi não ter tido vergonha de ser Villa-Lobos, de ser brasileiro. Ele jogava o folclore na partitura. Tinha que ter muita coragem para isto naquele período de vanguarda. E, no entanto, ele consegue juntar a coisa mais popular, mais regional, com a coisa mais sofisticada. Acho que nós temos um diálogo explícito e implícito de alguma maneira. Tem uma coisa de folclore que invade a minha poesia, de falares populares e, ao mesmo tempo, uma certa pesquisa formal. Isso me aproxima de Villa-Lobos.
 

 


Especiais - Especiais VivaMúsica!
VivaMúsica! na MEC: só até 5/2
Publicado em 01/02/2012

O boletim "VivaMúsica! e o mundo dos clássicos", transmitido diariamente pela rádio MEC FM do Rio de Janeiro desde julho de 2010, vai sair do ar. O último boletim será veiculado domingo, 5 de fevereiro.

"Foram dezoito meses de reflexões diárias sobre o mercado de música clássica, relacionando-o com o ambiente digital, novas tecnologias e novas possibilidades de comunicação com plateias", diz Heloisa Fischer, fundadora de VIVAMÚSICA!, produtora e apresentadora do programa.

Antes das reflexões sobre o mundo dos clássicos, Heloisa  usava seu espaço na MEC para destacar a agenda de concertos do Rio. O formato antigo permaneceu no ar por seis anos.

"Foi ótimo estar na MEC nesses quase oito anos, mas as demandas atuais de VIVAMÚSICA! têm se avolumado e minha disponibilidade para criar e produzir o boletim ficou comprometida", acrescenta a jornalista e radialista. "A emissora compreendeu a questão e aceitou meu pedido de desligamento", arremata.

A maior parte dos boletins está arquivada em http://pensandoclassicos.podomatic.com.

Heloisa Fischer permanece no ar na rádio CBN, em rede nacional, com boletim "VivaMúsica!" transmitido ao vivo às terças e quintas-feiras, 16h10.

A MEC FM é a única emissora do Rio exclusivamente dedicada à música clássica. Ainda que o boletim assinado por Heloisa saia do ar em 5 de fevereiro, VIVAMÚSICA! continuará presente na programação da MEC, por meio de chamadas veiculadas nos intervalos entre músicas.

 

 

 

Outras capitais - Destaques
Fevereiro em Salvador, Porto Alegre e Vitória
Publicado em 06/02/2012

Porto Alegre (RS)
Na capital gaúcha, há somente um recital previsto para o mês de fevereiro, pois as demais instituições musicais seguem em recesso.

Dia 1º, o pianista Paulo Meirelles faz recital no foyer do Theatro São Pedro. O repertório traz as sonatas Op. 2 N. 3 e  Op.53 "Waldstein", de Beethoven. O evento faz parte da série “Musical Petropar” e tem entrada gratuita.



Salvador (BA)
Em Salvador, o mês do carnaval ainda encontra o circuito clássico de férias. Há uma única exceção.

Dia 10, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) e a Orquestra Rumpilezz (orquestra de percussão e sopros criada por Letieres Leite) fazem concerto, no Teatro Castro Alves. O evento dá início às comemorações dos 30 anos da OSBA.

Sob a regência de Carlos Prazeres (OSBA) e Letieres Leite (Rumpilezz), são executadas obras de Wagner, Prokofiev, Villa-Lobos, Lorenzo Fernândez e do próprio fundador da Rumpilezz.



Vitória (ES)
A capital do Espírito Santo tem música clássica no calendário da folia.

Dia 16, a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo faz concerto temático no Teatro Carlos Gomes: todo repertório diz respeito a obras que tratam do carnaval.

Sob  regência de Helder Trefzger e participação do trompetista Pedro Mota, a orquestra apresenta “Abertura carnaval romano”, de Berlioz; “O carnaval de Veneza”, de Arban; “Huapango”, de Moncayo; “Mambo”, de Bernstein e “Sinfonietta seconda (Carnevale)” de Ernani Aguiar.
 

 

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O jovem músico israelense Avi Avital toca bandolim e acaba de ser contratado pela gravadora alemã Deustche Grammophon, o mais tradiconal selo de clássicos do mundo. Sinal de que o instrumento ganha o prestígio que merece!